domingo, 19 de dezembro de 2010

Riscando o céu





Ela parece riscar o céu quando está voando. Uma menina linda voando nos sonhos e procurando uma flor especial para pousar. Ela voa levando o meu olhar com ela, voando como uma menina bela que eu não sei onde vai pousar.

Lendo a introdução do texto temos uma impressão de que a garota está em um lindo jardim ou caminhando descontraída pela rua, mas não, ela está em um corredor movimentado de um grande shopping.

Como um filme as vitrines passavam em meu olhar, enquanto eu caminhava envolvido pela decoração observando todo tipo de manequins, alguns pareciam vivos, outros eram realmente vivos e havia alguns até sem cabeça, quando fui surpreendido por uma cena inusitada:

Não consegui reparar na beleza da garota, só sei que ela colocou uma sacola de papel cobrindo totalmente a cabeça, essa atitude repentina atraiu a atenção de todos que passavam pelo corredor, porém tudo aconteceu próximo a mim e eu fui o primeiro a me aproximar dela.

Eu toquei seu ombro cautelosamente para não assustá-la, ela virou-se de frente para mim e eu perguntei:

- Posso saber quem é essa garota sem cabeça?

- Ninguém que te interessa.

- Como você sabe que não me interessa?

- Eu sei!

Todas as pessoas olhavam atentas para saber o que ia acontecer.

- Vamos fazer o seguinte: Eu vou beijá-la e quando você voltar a ter cabeça decide se interessa ou não.

Enquanto ela hesitou para responder, eu segurei o seu rosto e beijei sobre a sacola de papel, mesmo assim senti o calor do seu beijo atravessando o obstáculo e atingindo os meus lábios. Agora vou contar até três e você pode descobrir a cabeça.

Confusa com aquele acontecimento inesperado ela ficou momentaneamente pensativa, nesse espaço de tempo eu me misturei às outras pessoas no corredor e também fiquei apreensivo de como seria a tal garota sem cabeça.

Ela puxou a sacola de papel sobre seus cabelos longos descobrindo seu rosto. Ela era realmente linda e isso me deixou confuso e sem coragem de me afastar dela, pois ainda sentia o calor dos seus lábios queimando nos meus.

As pessoas começaram a se dispersar e ela permanecia estática com um olhar curioso, querendo descobrir o rosto atrevido daquele que foi capaz de beijá-la.

Todos se foram e apenas nós dois permanecemos parados, um olhando para o outro. Ela segurava a sacola de papel na mão sem saber o que dizer. Aproximei-me dela, pedi a sacola emprestada, coloquei na cabeça e falei:

- Você me fez perder a cabeça! Foi um momento de incerteza, pois com a cabeça coberta e sem visão imaginei que ela iria embora e me abandonaria ali. Foi nesse momento que senti o calor da sua boca atravessando o obstáculo de papel e penetrar na minha boca, senti meu corpo arrepiar e ela puxar a sacola de papel pra cima desvendando o meu amor.

Os beijos ficaram mais gostosos, mais doces e mais quentes.

Agora caminhamos riscando o céu e voando juntos nos sonhos.



Zipppppppp

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

me alimentar de amor


*

Quero namorar a vida
Com a paixão de quem espera o primeiro amor
Quero-a com todas as cores, flores e sabores
Quero me envaidecer de uma palavra dada
Quero a alegria de viver dos adolescentes
Sempre rindo, contentes
Com a alma de quem é diferente
Diferente na maneira de encarar
O que está aí, à nossa mão
Basta apanhar
Quero a emoção dos eternos namorados
Mesmo depois de muitos anos passados
Quero a leveza da luz do sol a encantar os dias
E o silêncio da noite rasgando as madrugadas
Quero viver a vida vestida de vermelho
E estar sempre presente
A quem precisar de amor

quinta-feira, 29 de julho de 2010


*
hei
Fred
saudades

Quando o amor ultrapassa os limites do coração


*
O frio forte silenciava aquela manhã gelada, enquanto eu me enrolava nas cobertas buscando calor para aquecer a minha coragem de levantar. Como é difícil sair dessa cama quentinha e gostosa!

Abri os olhos e senti você agarradinha na minha perna em baixo das cobertas. Toquei os seus cabelos e também desci para de baixo das cobertas onde encontrei você de olhos abertos, então perguntei:

- A tartaruguinha preguiçosa que está escondida nesse casulo quentinho não quer sair para caminhar um pouquinho?

Um chocolate bem quente ativou nossos motores humanos e o contraste com a temperatura local fazia nossa respiração lançar vapores visíveis no ar. Olhei para ela e perguntei:

- Como você conseguirá caminhar com tanta roupa?

Saímos encolhidos e arrepiados de frio e fomos pegar nossas vaquinhas para caminhar ao nosso lado. O campo mostrava com sua vegetação coberta de orvalho a realidade fria daquela noite que se despedia e dava lugar para uns tímidos raios solares.

Eu corri, subi no cercado de madeira e pulei para o outro lado onde estavam nossas duas vaquinhas tranquilas, fazendo pouco caso para aquela manhã fria.

Começamos a nossa caminhada atravessando a porteira e seguindo rumo ao milharal. Entre os pés de milhos havia muitas flores silvestres e nesse belo cenário de flores descobríamos novos sabores de viver, que nos deixavam com água na boca de vontade de provar mais um pedacinho daquela felicidade proporcionada pela vida.

Nós seguíamos naquela estrada quando deparamos com uma cena que nos deixou em contradição.

De um lado da estrada havia um espantalho, observando uma linda espantalho do outro lado da rua. Eles pareciam trocar olhares de encanto estáticos e impossibilitados de atravessar tão longa distância.

Aquela cena de amor nos deixou estáticos como dois espantalhos observando-os naquele sofrimento. Foi nesse momento que ela falou:

- Vou levá-lo para junto dela, pois hoje é o dia do amor e foi isso que fizemos.

Os colocamos juntinhos, abraçadinhos com as bocas bem próximas esperando um beijo, numa cena de amor perfeito e namorando gostoso.

De repente os espantalhos se beijaram deixando-nos perplexos com a cena e provando que o amor ultrapassa os limites do coração e está no desejo da alma.

Nós continuamos nosso passeio deixando-os para trás curtindo seu momento especial de amor, pois o que mais interessava era o nosso momento especial no dia do amor, assim dei flores para ela e a beijei dizendo:

- Você é muito especial para mim e eu sou louco por você.

Continuamos passeando naquele dia gelado, mas com o coração quente de carinho e amor.


segunda-feira, 21 de junho de 2010




*

No segredo do escuro



O dia lindo de sol se entregou ao cansaço e fechou os olhos levando a luz embora, o sono do dia trouxe a escuridão e os segredos traiçoeiros da noite.

Esta escuridão feroz pegou uma garota sozinha e desprevenida na sala de uma casa de campo abandonada no meio de uma plantação de abóboras. Com a falta de iluminação elétrica na casa a garota acendeu algumas velas e começou a saborear o gosto amargo do medo num estado de aflição e insegurança.

Os raios de luz lançados pelas velas eram fracos sendo facilmente abraçados e devorados pela escuridão. O contraste de efeitos visuais oferecia um foco certeiro para os amantes das sombras, onde estava ele à espera de uma boa oportunidade para se aproximar dela.

A noite estava silenciosa e estrelada amenizando um pouco a obscuridade do local, porém as luzes das velas levavam a uma sensação de maior escuridão externa e essa agonia torturava atormentando sua calma.

No meio de tanta escuridão surgiu uma luz na cabeça de abóbora de um espantalho no meio da plantação. Nesse momento de tensão, além do estado desesperador de medo também surgiu a insegurança, pois havia mais alguém camuflado naquele negrume da noite.

Ela se aproximou da janela e fixou seu olhar nos olhos vermelhos do espantalho que piscavam na escuridão para chamar a sua atenção. A insegurança do medo se perdeu na curiosidade. Como poderia um espantalho piscar se ele não tem vida? Porém os olhos vermelhos do espantalho continuavam piscando, então para acabar com as dúvidas ela resolveu adentrar nos segredos escuros da plantação de abóboras e descobrir o mistério dos olhos do espantalho.

O movimento da chave abrindo a porta arrepiou sua pele trazendo um calafrio repentino que caminhou pelo seu corpo desagasalhado, essa sensação de calafrio fez seus olhos arregalarem de medo. Para amenizar o frio do medo ela vestiu seu casaco vermelho que estava sobre a mesa e caminhou lentamente para os braços e abraço frio da escuridão, deixando para trás o abraço quente da segurança da luz.

O caminhar atento entre as moitas de vegetação seca era atento, mas nem o pisar leve sobre os gravetos secos evitavam que eles se quebrassem e estalassem condenando sua intenção de passar despercebida indicando sua atual posição entre as moitas.

Caminhando com cautela ela chegou próxima ao espantalho e ficou admirando com atenção os detalhes da cabeça de abóbora, que parecia estar feliz no meio de tantas abóboras, mas com certeza quem acendera aquela vela ainda estava por perto, por isso era melhor ficar esperta para não ser surpreendida.

A garota de casaco vermelho se aproximou do espantalho e observou as luzes das velas clareando as janelas da casa, então resolveu piscar os olhos do espantalho cabeça de abóbora também e no momento em que estava piscando os olhos dele com os movimentos das mãos, assinalando sua posição no escuro ela percebeu as luzes das velas da casa apagarem, sendo engolidas pelo apetite da noite faminta.

O momento era de tensão, então ela olhou para todos os lados procurando se defender e escutou gravetos secos sendo quebrados por alguém que se aproximava lentamente. O barulho estava cada vez mais perto.

Ela faz silêncio tentando localizar de onde vinham as passadas, porém o silêncio tomou conta do lugar deixando-a apreensiva e isso a faz caminhar cautelosamente para trás. Ao encostar-se a uma moita seca foi abraçada por trás, sentindo a respiração de um lobo pertinho dos seus ouvidos, então ela perguntou:

- Para que essas garras tão afiadas?

- São para te abraçar.

- Para que essa boca sedenta?

- Ela está sedenta pelos seus beijos.

- Por que seu coração está batendo tão forte?

- Ele bate forte de amor por você.

A garota virou lentamente reconhecendo o lobo mau e falou:

- Você se lembra de mim lobo? Eu cresci e voltei para matar a saudade das suas garras fortes.

O silêncio da escuridão terminou com o estalar de gravetos secos quebrando entre as moitas. O dia acordou abrindo seus olhos e trazendo a luz. Ao abrir os olhos o dia encontrou o lobo solitário, que foi cassado e dominado pela garota de casaco vermelho.

O lobo olhou para a estrada da vida entre as plantações de amor e dominado pelo coração caminhou atrás da garota de casaco vermelho.

Caminhou no sol quente, na noite gelada, na chuva forte, nas manhãs de inverno, no sonho, porém a distância que os separavam era longa, não havia como se aproximar dela, então a fera se perdeu no caminho e no tempo derrotado pela garota, que carregava uma poção altamente venenosa chamada amor, que o atingiu profundamente o coração, matando-o aos poucos, pois o único antídoto capaz de curar essa dor insuportável no coração era o amor, que ela levou embora para sempre.

**

*



hei


*

No segredo do escuro



O dia lindo de sol se entregou ao cansaço e fechou os olhos levando a luz embora, o sono do dia trouxe a escuridão e os segredos traiçoeiros da noite.

Esta escuridão feroz pegou uma garota sozinha e desprevenida na sala de uma casa de campo abandonada no meio de uma plantação de abóboras. Com a falta de iluminação elétrica na casa a garota acendeu algumas velas e começou a saborear o gosto amargo do medo num estado de aflição e insegurança.

Os raios de luz lançados pelas velas eram fracos sendo facilmente abraçados e devorados pela escuridão. O contraste de efeitos visuais oferecia um foco certeiro para os amantes das sombras, onde estava ele à espera de uma boa oportunidade para se aproximar dela.

A noite estava silenciosa e estrelada amenizando um pouco a obscuridade do local, porém as luzes das velas levavam a uma sensação de maior escuridão externa e essa agonia torturava atormentando sua calma.

No meio de tanta escuridão surgiu uma luz na cabeça de abóbora de um espantalho no meio da plantação. Nesse momento de tensão, além do estado desesperador de medo também surgiu a insegurança, pois havia mais alguém camuflado naquele negrume da noite.

Ela se aproximou da janela e fixou seu olhar nos olhos vermelhos do espantalho que piscavam na escuridão para chamar a sua atenção. A insegurança do medo se perdeu na curiosidade. Como poderia um espantalho piscar se ele não tem vida? Porém os olhos vermelhos do espantalho continuavam piscando, então para acabar com as dúvidas ela resolveu adentrar nos segredos escuros da plantação de abóboras e descobrir o mistério dos olhos do espantalho.

O movimento da chave abrindo a porta arrepiou sua pele trazendo um calafrio repentino que caminhou pelo seu corpo desagasalhado, essa sensação de calafrio fez seus olhos arregalarem de medo. Para amenizar o frio do medo ela vestiu seu casaco vermelho que estava sobre a mesa e caminhou lentamente para os braços e abraço frio da escuridão, deixando para trás o abraço quente da segurança da luz.

O caminhar atento entre as moitas de vegetação seca era atento, mas nem o pisar leve sobre os gravetos secos evitavam que eles se quebrassem e estalassem condenando sua intenção de passar despercebida indicando sua atual posição entre as moitas.

Caminhando com cautela ela chegou próxima ao espantalho e ficou admirando com atenção os detalhes da cabeça de abóbora, que parecia estar feliz no meio de tantas abóboras, mas com certeza quem acendera aquela vela ainda estava por perto, por isso era melhor ficar esperta para não ser surpreendida.

A garota de casaco vermelho se aproximou do espantalho e observou as luzes das velas clareando as janelas da casa, então resolveu piscar os olhos do espantalho cabeça de abóbora também e no momento em que estava piscando os olhos dele com os movimentos das mãos, assinalando sua posição no escuro ela percebeu as luzes das velas da casa apagarem, sendo engolidas pelo apetite da noite faminta.

O momento era de tensão, então ela olhou para todos os lados procurando se defender e escutou gravetos secos sendo quebrados por alguém que se aproximava lentamente. O barulho estava cada vez mais perto.

Ela faz silêncio tentando localizar de onde vinham as passadas, porém o silêncio tomou conta do lugar deixando-a apreensiva e isso a faz caminhar cautelosamente para trás. Ao encostar-se a uma moita seca foi abraçada por trás, sentindo a respiração de um lobo pertinho dos seus ouvidos, então ela perguntou:

- Para que essas garras tão afiadas?

- São para te abraçar.

- Para que essa boca sedenta?

- Ela está sedenta pelos seus beijos.

- Por que seu coração está batendo tão forte?

- Ele bate forte de amor por você.

A garota virou lentamente reconhecendo o lobo mau e falou:

- Você se lembra de mim lobo? Eu cresci e voltei para matar a saudade das suas garras fortes.

O silêncio da escuridão terminou com o estalar de gravetos secos quebrando entre as moitas. O dia acordou abrindo seus olhos e trazendo a luz. Ao abrir os olhos o dia encontrou o lobo solitário, que foi cassado e dominado pela garota de casaco vermelho.

O lobo olhou para a estrada da vida entre as plantações de amor e dominado pelo coração caminhou atrás da garota de casaco vermelho.

Caminhou no sol quente, na noite gelada, na chuva forte, nas manhãs de inverno, no sonho, porém a distância que os separavam era longa, não havia como se aproximar dela, então a fera se perdeu no caminho e no tempo derrotado pela garota, que carregava uma poção altamente venenosa chamada amor, que o atingiu profundamente o coração, matando-o aos poucos, pois o único antídoto capaz de curar essa dor insuportável no coração era o amor, que ela levou embora para sempre.

**





terça-feira, 8 de junho de 2010

segunda-feira, 10 de maio de 2010

como você esta



**
O tempo
. A vida.
Os sonhos.
Você.
Tudo que faço lembra seu jeitinho doce de ser, de querer e pedir.

Uma estrela brilhando
nos meus olhos fechados e concentrados no
coração
e essa tensão me leva a recordar com atenção
os detalhes suaves da sua face
brilhando no fogo ardente
de uma paixão distante,
onde os segredos do amor ficam escondidos nas
frases não ditas,
apenas transmitidos nos pensamentos
silenciosos
de uma vontade louca de tê-la perto um pouquinho mais.
quero vc mais
Cadê você que não aparece!
Onde você está?
Na panela do tempo nossas vidas
cozinharam
sonhos temperados com carinhos vindos das suas mãos
habilidosas, esquentando
o meu corpo
e o deixando no ponto certo para o
amor.
Os dias são como passos de uma caminhada imaginária,
às vezes só e outras acompanhado em devaneios quase abstratos.
Na história desse amor não sei se existirá o amanhã,
nem sei se existe o hoje,
mas sei que você existe,
pois está tão próxima que em
alguns momentos
chego a sentir sua respiração.

Os confusos passos desse
amor
deixam rastros impossíveis de serem apagados.
Basta olhar para trás e segui-los para encontrar
você
nos pensamentos gostosos de saudades,
numa visão agradável de eternos momentos
de amor
em que o seu olhar delicioso de
paixão é saboreado pelos olhos famintos de
desejos
de um coração satisfeito em apenas correr ao seu lado no
jardim colorido da vida.


Junto com o tempo veio um vendaval de
obstáculos
trazendo uma cortina de poeira.
Foi um pequeno instante em que fechamos
nossos olhos
e uma barreira invisível nos impediu de
amar.


A luz do meu olhar não consegue focar a sua
presença,
que mesmo escondida atrás dos seus próprios
sentimentos
surge em sonoras faíscas de amor, i
luminando
os momentos de escuridão do meu campo
de visão numa explosão
colorida
e tornando-se mais linda a cada brilho de
amor.


A minha alma voa ao seu encontro querendo desabafar,
te procurando no cantinho reservado por nós em sonhos
compartilhados
com prazer e felicidade nos passos silenciosos da nossa vida.
Você sabe o que sinto e mesmo só,
pensando com carinho no lado doce de tudo que vivemos vejo a falta
que você me faz
e como você faz parte de mim quero a todo o momento saber como
você está.

pesente de meu amor...rs

***




quarta-feira, 14 de abril de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

dormindo


*
não me acorde
*

sábado, 13 de março de 2010

Esperando


*

Em algum lugar
Que eu nunca vi
Onde existe um mar
Que eu sonhei
Há de haver alguém
A me esperar
Que nas mãos tem o sol da manhã
Em algum lugar
Que me anoiteceu
Em alguma voz
Que escutei
Sei que existe alguém
Que me faz lembrar
A canção do amor e da paz
Meu coração navegando o azul
Eu sei que vou ver o cais
E nesse lugar e com esse alguém
Haja sol,
haja lua,
haja mar
Com céu azul e o vento a soprar
Meu rumo vou encontrar
E nesse lugar e com esse alguém
Que mais eu preciso esperar


**

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A pousada dos sonhadores



***
Aproveitei os feriados e fui para uma cidadezinha não muito longe. Em duas horas já estava hospedada em uma pousada simples e limpíssima.
Logo que cheguei li que iria ter baile de carnaval. Pensei... fico por aqui, se for ruim vou dormir.
Coloquei meu vestido vermelho, tinha um lado sem alça... em um vermelho que me deixava, se não lindíssima (aiaiai), muito bonita... pelo menos pensava que sim, somente pra me animar.
Desci, meu quarto era no segundo andar. As escadas nem eram tantas...
Estava já animado o baile, músicas novas, pessoas jovens e as mais velhas sentadas nas cadeiras...
Bem, em lugar de interior ainda se tem esse costumes... rs
No bar pedi uma cerveja. Estava um calor... Como não tenho o costume de cerveja fiquei logo alegre...
Um rapaz, com uma camisa toda aberta, achei estranho...
- Boa noite, morena.
- Boa noite.
- Quer ir no cordão?
- Cordão?
- Sim, na pracinha tem um cordão carnavalesco.
- É longe?
- Dá para ir andando...
- Vamos só nós dois?
- Tem um pessoal que vai também.
- Vou sim, vou somente pegar um documento.
- Documento nem precisa... é perto, e você estará comigo.
Pedi mais uma cerveja, estava com sede.

Ele se afastou um pouco para falar com um pessoal. Logo estavam reunidos na porta.
As pessoas sentadas permaneceram sentadas, o salão ficou sem som. Sem barulho é agradável para quem gosta de somente conversar.
Fui seguindo a turma. Ele chegou e me perguntou:
- Seu nome e com H?
- Sim. Como sabe?
- Uma cigana me disse: vai encontrar seu grande amor e logo. Isso foi ontem. Rs
- Faço votos que a cigana acerte.
- Ela acertou. Me disse: seu amor terá H no começo do nome.

Gelei... com aquele calor... pensei vou perder o sentido...
Chegamos na pracinha.
Toda animada e enfeitada com temas do carnaval.
Ele me segurou:
- Não saia de perto de mim.
Entramos no cordão... pulei, cantei, sorri e chorei de alegria... estava cansada.
- Vou embora. Sei o caminho, tem tanta gente na rua, não vou me perder.
- Vou te acompanhar.
Saímos caminhando...
A lua estava clara, enorme, dando um clima mágico.
- Seu nome começa com H... e como termina?
- Helena. E o seu, como começa?
- P
- Pedro?
- Paulo.
- Prazer, Paulo.
- Prazer é todo meu, Helena.
Chegamos, e como estava com sede , pedi outra cerveja.
- Vou te acompanhar, apesar de que não bebo... passo mal.
- Também não me sinto muito bem... mas está um calor!
Não sei quantas tomamos...
Acordei com uma dor de cabeça, senti algo ruim, não sabia o que era pior.
Levantei e fui ao banheiro, tomei um banho.
Desci, vi que não era bem o lugar que pensei...
Estava tudo calmo. O café da manhã estava sendo servido em uma sala pequena.
Tomei o café e fui até a recepção.

- Bom dia.
- Bom dia. Dormiu bem?
- Dormi. Acordei com uma dor de cabeça, mas já passou.
- Pensei em te acordar ontem. O pessoal foi na praça.
- Na praça?
Na praça aqui perto tem um pessoal alegre, canta e dança...

Fiquei pensando...

Não foi essa moça que me mostrou o quarto ontem. Foi uma senhora que me serviu uma xícara de chá.

Logo deitei e dormi...

Será que foi um sonho, pesadelo ou conheci mesmo o Paulo?...

Resolvi ir embora.

- Fecha minha conta, lembrei que tenho compromissos em outra cidade.

Saí rapidinho.
Andei uma hora na estrada sempre em frente, sem curvas nem desvios.
Chequei em uma cidadezinha e vi uma pousada.
Entrei.
Na recepção
Um rapaz com a camisa aberta.

- Bem-vinda, Helena. Estava te esperando.
- Obrigada, Paulo.

Estava com meu lindo vestido vermelho.

Mistério!!!


***



Na recepção um sorriso de felicidade ao vê-la chegar, ela estava deslumbrante e linda se aproximando passo a passo para perto de mim, em cada passo eu sentia o seu calor e ela se tornava mais bela, temperando o meu olhar com um toque especial de mulher faminta de curiosidade.

- Seu vestido é lindo e combina com o seu batom, que deve ter um sabor especial de morango e esse pingente vermelho entre seus seios deixam-nos mais corados. Um H detalhado e esculpido à mão por algum artesão hábil num trabalho especialmente feito para você, pois formam uma parceria perfeita de beleza se acomodando carinhosamente nos relevos dos seus seios.

Ela atravessou a porta, se aproximou e penetrou no meu coração, me deixando sem ação e eu fiquei sem palavras olhando penetradamente em seus olhos escutando ela perguntar:

- Como você pode estar aqui, se eu te deixei para trás?

- Eu sou o cavaleiro dos sonhos e te guiei para cá, invadindo seu sonho, te buscando em seu mundo fechado e distante para conhecer o meu. Agora que está aqui em minha frente, ao alcance dos meus braços, não tenho coragem de tocá-la.

- Que lugar é esse?

- Seja bem vinda à pousada dos sonhadores, onde os amantes dos sonhos caminham livres em seus devaneios, livres em suas ilusões e fantasias sem serem importunados pelo mundo real.

- Você é real ou está apenas no meu sonho?

- Depende de você. Qual é o seu sonho?

- Ainda não sei, estou vagando nele há tempos e não consigo defini-lo, porém toda vez que sonho encontro você. Qual é a chave para entrar nessa pousada, pois estou aqui e não sei como entrei?

- A chave é sonhar e nesse momento você está sonhando. Você foi sequestrada pelo cavaleiro dos sonhos e trazida para cá por sua livre e espontânea vontade, pois inconscientemente seguia aquele cavaleiro galopando com sua camisa aberta em seu cavalo branco e atravessando as barreiras da realidade para alcançá-lo e sonhar com ele.

- Será que você faz parte mesmo do meu sonho?

- Os sentimentos dos sonhos estão nas palavras, no olhar e no desejo envolvente da vida e se eu estou no seu sonho é porque você me deseja, nem que seja apenas para ficar ao seu lado um pouquinho e enquanto você sonhar comigo estarei galopando ao seu lado nos seus sonhos, porém se isso deixar de acontecer, estarei impossibilitado e descartado dos seus sonhos, seria impossível encontrá-la na pousada dos sonhadores.

- Então vamos sonhar. Vem comigo!

Tocamos-nos e tudo foi se transformando aos poucos, como se os seus olhos estivessem fechando e penetrando num sono profundo, se entregando e abandonando o mundo real. Onde era pousada, agora é um mundo secreto. Para entrar tem que ter a chave e a chave é o sonho onde poucos conseguem caminhar.

Corremos para o sonho e o mundo real não consegue mais nos enxergar. Como é triste não conseguir sonhar e sem o sonho é impossível abrir a porta da pousada dos sonhadores.

Sonhar é gostoso e faz bem à saúde. Tente!

Paulo
Zip...Zip...Zip...ZzipperR

Beijosss minha rainha linda..

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

deitada nas flores...

*

Uma flor plantada no coração

As flores da imaginação estão lindas em seus canteiros de ilusões envolvendo as paixões das aves que neles pousam, vejo casais de andorinhas num vôo ligeiro e atraente, enquanto casais de rolinhas e pombas namoram camufladas entre as flores.

As flores abrem suas pétalas num grande sorriso de felicidade tentando namorar com os pássaros, lhes oferecendo suas belas cores com uma beleza atraente, encantadora e apaixonante, transformando seus canteiros aconchegantes num mundo de amantes. Onde os pássaros voam entre as flores num afago de amor, lançando suas sementes da vida e cortejando com carinho sua flor num abençoado momento de prazer e amor.

Entre as flores caminha com dificuldades um pássaro ferido por uma flor, atingido no peito pelos espinhos afiados do amor, que arranharam seu coração atingindo profundamente a alma, tirando sua calma e deixando o pássaro ferido perdido no grande jardim do amor, pois ele não consegue mais pensar, não consegue ter paz, nem consegue voar temendo ser o momento de se entregar.

O sol se perde atrás das nuvens escuras, sem brilho vai embora e o tempo escurece trazendo rajadas fortes de vento capazes de destruir jardins, flores, pássaros e amores. O momento de tensão atinge o pássaro ferido, que se encontra quietinho e sem forças para fugir do temporal.

No clarear dos relâmpagos avisto o pássaro assustado no meio da escuridão da tempestade, seus pensamentos foram atingidos pela chuva forte e sem habilidades para voar olha a flor que o atingiu e molhado de lágrimas, com o seu coração trovejando entre relâmpagos, que são fleches de seus pensamentos movidos pela saudade e vontade de se aproximar da flor sem poder voar, cantar ou beijá-la.

O pássaro concentrado na beleza de sua flor sente seu coração desabafar sem respostas:

- Por que faz isso comigo minha linda flor, se sabe que eu sou apaixonado por você? Passo a vida pensando em você e quero você pra mim.

Com os olhos fixos o pássaro vê a flor balançando ao vento, jogando pétalas em sua direção e querendo lhe mandar um recado, em cada balanço ela se aproxima um pouquinho mais dele, até chegar o momento em que cria coragem e se lança sobre o corpo do pássaro rolando no canteiro onde o amor é semeado e brota regado pela sede da paixão.

A tempestade nos corações deles passou, no canteiro onde eles rolaram as sementes de amor brotaram trazendo flores lindas com suas cores misturadas.

Olhando o texto percebi que você é uma sementinha de amor plantada no meu coração, que brotou e a cada dia cresce mais e mais com suas raízes profundas e para arrancá-la de mim, teria que retirar um pedaço do meu coração e se isso acontecesse, eu sofreria o resto da minha vida sentindo a sua falta, por isso cuido de você com muito carinho.

Zip...Zip...Zip...ZzipperR


presente de zip....



terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Continuo a galopar ao seu lado, pena que você não me vê


**

O jogo da verdade

O sonho me levou a um caminho de várias faces, às vezes colorido e muitas vezes escuro, caminhando no escuro tentando achar uma saída para a realidade.

Hoje vi você chegando com seu cavalo branco cavalgando em minha direção. Num galope cuidadoso seu corpo flutuava trajando vestis de uma cowgirl, parecendo até uma índia com seu chapéu de couro e duas tranças.

Eu permaneci parado vagando com o meu olhar fixo em seu galope dominante, dançando sua canção preferida numa parceria perfeita sobre o corpo suado do seu lindo cavalo branco.

Fiquei admirando seu rosto enquanto você girava sobre o meu corpo e me assustei com seu olhar sério bem próximo à minha face, inclinando seu corpo sobre o cavalo, você tocou os meus cabelos duvidando da realidade, desafiando a realidade do sonho com o seu toque sutil e propondo um jogo da verdade, querendo encontrar a realidade do sonho e se certificar da minha existência.

Você desceu do cavalo branco e sentou-se ao meu lado colocando uma garrafa no chão e riscando uma linha entre nós falando:

- Vamos fazer um jogo da verdade, se o gargalo da garrafa parar do seu lado, você terá de responder a minha pergunta com uma verdade e se parar ao contrário eu responderei com a verdade. Certo?

- Pode girar a garrafa!

A garrafa girou, girou, girou e parou no meu lado, então ela perguntou:

- Você é real ou apenas um sonho?

- Eu sou real, um personagem da realidade que se perdeu no sonho.

Ela girou a garrafa de novo e ela parou apontando para o meu lado, então ela perguntou:

- Eu sou real para você?

- Na verdade eu não sei, tento encontrar a verdade no sonho, mas sempre estou sozinho, termino o sonho numa realidade distante.

- Eu vou girar a garrafa pela última vez, depois você pode voltar para o seu sonho.

Ela girou a garrafa e de novo parou apontando para mim e ela perguntou:

- O seu amor é verdadeiro?

- Sim! Eu te amo de verdade e você me ama?

Ela desceu do cavalo, ajeitou a roupa e saiu caminhando sem responder e eu terminei como sempre sozinho no sonho.

ZZZzzzzzzzzzzzzzzzzzipperRRRRRRRRRRRR.......


zipperRRRRRRRRRRRR.......



jogo da verdade não foi verdadeiro com você


zummmmmmm

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

bilhete


O amor surgiu com uma flor e um bilhete perfumado.
Quem teria entregado seu amor para mim embalado na beleza e nas cores desta flor?
Nos detalhes do bilhete um coração dourado mudando o clima e temperando com palavras doces o meu dia.
Olhando detalhadamente as pétalas da flor perfumada de amor, imagino seus olhos e com a flor na mão sinto o pulsar do seu coração me levando para a paixão.
Toquei na flor e a cheirei sentindo o seu perfume, seu cheiro misturado ao da flor produzindo amor.
Segurei o bilhete como se estivesse segurando a sua mão e decidi caminhar com você nas trilhas do destino acreditando na força e no poder do seu amor.
Levado pela magia do seu bilhete, eu me entrego a você.

Zippppppppppppppppppp......
beijossssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss

**

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

me despi

*

Com os véus da ilusão me vesti ..
sonhei ..
Sonhei alto, sonhei meus desejos de amar..
de ser amada..
sem medidas sem pudor, apenas amor..
Despí-me dos véus da ilusão deixei-os caídos pelo chão
busquei no perfume da primavera a comunhão de nossos corpos de nossas almas,
na entrega plena de nossos amores,
Não, não quero mais os véus da ilusão, quero a realidade deste nosso
Amor ...

*


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

amor


**
Que será que esta escrito , nessa carta.
Pelo perfume deve ser coisas de amor,
aiaiaiai
*

hei


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

esperando


Espero-te
Nesse porto que é meu coração
Onde teu barco aporta
Deixando morta
Minha desilusão
**

domingo, 17 de janeiro de 2010

hei


Estar longe de você é um castigo,
Estar em seus braços um presente.
Você possuiu meus sonhos.
*

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

hei atende

**
adoro ler o que ele escreve...aiaiai
vou ligar pra ele
**

eu e você


**

subi em uma árvore procurando meu amor
do alto procurei olhando para todos os lados
e de repente ele estava perto de mim
uma grande fruta na minha árvore
ele me tocou e eu quase caí
fiquei pendurada num galho seco da árvore
ele caminhava entre os galhos
leve como uma gato
eu observando pendurada em um galho balançando
ele se aproximou e balançou mais o galho me assustando
e sem pensar no perigo
em ligar para o perigo
também pendurou no galho
ficamos os dois no galho
balançando
juntos
corpos colados
rostos colados
bocas coladas
um sentindo o cheiro do outro
um estalo e o galho quebra
caímos rolando no gramado
o pior é que ele caiu em cima de mim
e o galho da árvore cairam em cima
a gente sai correndo no nosso pântano
a gente corre nesse calor e pula no lago
e eu te abraço
num abraço gostoso
e a gente fica sentado dentro da água
num cantinho do lago
olhando as águas da cachoeira caindo
imagina quanta água já caiu nessa cachoeira
enquanto a gente vive aqui
um mundo lindo
que um dia montarei
desenhando
arquitetando
tudo na minha imaginação
a noite
depois do sol
a grande pedra permanece quente
e muito aconchegante
convidativa ao amor
a gente olha a lua
grande
potente
um vento gostoso bate nos nossos rostos
um mundo de estrelas surgem prateadas
aiaiaiai
meu mundo maravilhoso
meu e seu
*

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

amo você


**
Amo a terra!
Amo o sol!
Amo o céu!
Amo o mar!
Amo a vida!
Amo a luz!
Amo as árvores!
Amo a poesia que escrevo e entusiasta declamo aos que sentem como eu a alegria de amar! Amo a noite!
Amo a antiga palidez do luar!
Uma folha que cai!
Um perfume pelo ar onde um desejo extinto sem querer inflamo!
Amo os rios!
E a estranha solidão em festa, dessa alma que possuo multicolorida e inquieta como a alma multiforme e inquieta da floresta!
Amo a cor que há nos sons!
Amo os sons que há na cor!
E em mim mesma,
- amo .o amor
***

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

alegria


meu rei
esta feliz !!!
obaaa
*

presente




um presente para você
cuide bem dele
o nome dele e Fred
rsrsrs
*
*

domingo, 10 de janeiro de 2010

aiaiaiai




Saudades...
Com sede dos teus braços...
E com fome dos teus beijos...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

solelua


*
Eu sou o sol.
Você é a lua.
Duas estrelas correndo e girando pelo quintal azul.
Girando, brincando e iluminando, eu esquento o dia com o meu calor e se não apareço, todos sentem a minha falta e o dia fica frio.
Girando, brincando e iluminando, você passa como uma atriz perfeita, atuando com faces diferentes e em cada face é capaz de influir em tudo, que acontece no mundo.
O sol, o calor.
A lua, o amor.
A lua passa feliz, plantando sementes de estrelinhas no quintal azul.
As estrelinhas precisam do sol e da lua para brilhar nas noites.
O sol passa girando e brincando no quintal azul com sua luz forte, aquecendo as sementinhas. O sol passa girando e dançando de dia,
a lua passa girando e dançando a noite.
A lua plantava as estrelinhas e o sol passava esquentando o coraçãozinho delas de dia.
As estrelinhas recebiam o carinho e o calor do sol de dia e brilhavam quando a lua passava cuidando delas à noite.
Uma estrelinha riscou o céu, aquele lindo quintal azul e caiu perto da lua.
A lua gritou e suplicou a ajuda do sol
para cuidar da sua estrelinha brilhante,
pois percebeu que o coraçãozinho da estrelinha brilhava com uma luz bem fraquinha e precisava de calor para ajudá-la.
A lua estava triste,
vestida de negro,
aparecendo apenas uma parte do seu corpo brilhante mas sem calor.
A lua girava triste no quintal azul correndo no meio da sua plantação de estrelas brilhantes, com sua pequena estrelinha no colo, mas como encontrar o sol, se ela vive a noite e ele de dia.
No desespero de salvar a sua estrelinha,
a lua surgiu de dia e lentamente se aproximou do sol com sua estrelinha na mão.
O mundo escureceu,
o sol se esqueceu do mundo e ajudou a lua,
esquentando a estrelinha com todo o seu calor.
Percebendo que o coraçãozinho da estrelinha começava a brilhar forte, a lua se separou do sol e voltou a girar e dançar novamente no quintal azul a noite.
O sol gira de dia no quintal azul com saudade da lua.
A lua gira no quintal azul à noite com saudade do sol.
O sol ama a lua e a lua ama o sol. Um dia eles se encontrarão no quintal azul e vão se esquecer do mundo, deixando todos na escuridão.
sol ama lua
lua ama sol
solelua
*

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

a troca

**

A troca

Num cantinho do bosque encontrei uma mina de água rodeada de flores e pedras formando um pequeno dique cristalino, tão limpo que bebi a água pura que brotava entre as pedras.
Durante o dia o silêncio era quebrado pelo canto dos pássaros e pelos gritos das araras disputando os frutos, pousadas em casais sobre os pés de coqueiros e dando um colorido especial à vida do bosque com seu amor em grupo.
Em um gramado fofo formado ao lado do açude montei minha barraca colorida onde passaria a noite e me protegeria do frio na solidão noturna.
Junto com a noite veio a troca do sol pela lua, os pássaros pararam de cantar dando lugar ao silêncio que agora era quebrado pelos grilos, sapos e corujas.
Deitei e tentei dormir avistando a grande lua brilhando em seu esplendor, sua luz era tão forte que iluminava dentro da barraca. A lua desfilava como uma majestade no imenso tapete azul, no momento em que eu ouvi um barulho estranho nas águas.
Tentei olhar por uma abertura da barraca, mas o brilho do luar refletido no espelho d’água ofuscava o meu campo de visão despertando a minha curiosidade.
Abri lentamente a barraca e me aproximei cautelosamente da margem do dique, onde imaginei ter tido uma visão, mas era uma realidade, avistei uma peixinha colorida nadando e fazendo festa nas águas.
Percebendo a minha presença, ela se escondeu entre as flores coloridas camuflada com suas cores fortes. Perdendo ela de vista me senti solitário e uma sensação de abandono tomou conta de mim, abraçando o meu coração que ficou triste e para afastar a solidão comecei a cantar para as estrelas, que pareciam entender meu canto de dor permanecendo ao meu lado.
Enquanto eu cantava, a peixinha me observava quietinha na beira do açude, bem pertinho de mim. Eu não resisti e coloquei a mão na água a vendo nadar carinhosamente, apreciando e tocando em minha mão. Ela nadava entre os meus dedos dando a impressão de querer que eu a pegasse nas mãos.
Eu girava a mão contornando-a com os dedos e admirando seu carinho girando num estilo especial de nadar.
Enfiei a cabeça dentro da água cristalina para vê-la de perto, querendo ver a cor dos seus olhos e tê-la juntinho de mim. A peixinha se aproximou rapidamente e me beijou. Foi tão rápido que não consegui fugir sentindo a sua boca em meus lábios e nesse momento por encanto a troca começou.
A peixinha aos poucos foi se transformando em uma linda garota de olhos castanhos me deixando apaixonado e eu me transformando em um peixinho sem cores. Ela saiu da água e eu pulei para dentro do açude.
Entre os segredos do bosque encantado estou eu nadando na nascente de águas claras e a garota de olhos castanhos cantando para mim enquanto eu brinco nadando em suas mãos macias.

ZzzzzzzzzzzzzzzzziperRRRRRRRRR e VesssssstIIIIIIIIIIiiiiiiiiiiiiiiiii....
VruummmmmmmmmmmmmmmmZummmmmmmmmmmmmm

domingo, 3 de janeiro de 2010

Domingo

**

Dia de tomar sorvete, com meu amor...
hum ...

***

Bem juntos, unidos, presos...



**

Nosso amor é um sentimento
Sincero, no coração;
São dois olhares acesos
Bem juntos, unidos, presos
Numa mágica atração.
São dois galhos
Bem longe às vezes nascidos,
Mas que se juntam crescidos
E que se abraçam por fim.
Que riem no mesmo riso,
Que choram nos mesmos aiaiaia...
São nossas vozes de amantes,
Duas almas semelhantes,
Ou dois poemas iguais.

***


sábado, 2 de janeiro de 2010

paixão


amor


**

Solitária


**

Delicadas


*

Olhar perdido no tempo


**

Esperar...
Olho no relógio .
O tempo não passa.
Quando estou esperando.
Você demora eu choro.
Choro de saudades.
Choro de tristeza.
Choro , mas quando ...
Você chega,
Choro de Alegria
Choro de emoção
Choro
Choro
Choro.
Mas você nem se importa...
Vou continuar a esperar ...
**

helena

jamais subestime um ser que sangra durante uns dias todo mês e não morre....