quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

vestido vermelho


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A minha menina de vestido vermelho..
.Aquele vestido vermelho Eu estava caminhando na vida,
cansado de ver pessoas passarem apressadas
, todos correndo atrás do tempo, tentando modificá-lo, mas não tem jeito,
ele é dominador e cruel, vai passando e passando e leva você junto.
Eu pensei que conseguia dominar o tempo, mas não consegui,
ele está me levando também.
Eu cansei! Vou parar, vou sentar na calçada e olhar as pessoas passarem.
Eu vejo crianças passando, vejo velhos caminhando lentamente e também vejo jovens alucinados em seus sonhos, correndo e passando sem realizá-los.
Eu continuo aqui sentado e olhando.
O que será que eu estou fazendo aqui sentado?
Enquanto eles caminham, correm, sonham e vivem.
Eu também quero viver, mas continuo aqui sentado.
Passam tantas pessoas na nossa vida,
que um dia cruzaram o nosso caminho e hoje não sabemos onde elas estão.
O que será que aconteceu com elas?
Eu vou continuar aqui sentado olhando as pessoas passarem.
Senti um choque quando a vi, entre tantas pessoas caminhando leve,
seu vestido vermelho voava com o vento
, seus longos cabelos negros me encantaram e senti prazer em vê-la passar.
Todos passavam sem dar atenção, mas ela não,
Ela olhou para mim, deu um sorriso e continuou andando sem parar.
Olhei para ela e resolvi segui-la,
Ela tinha um caminhar elegante, solto, despreocupado e dominador.
Meus olhos brilhavam e eu não conseguia mais dominar o meu coração,
Não sabia o que fazer, mas tinha que chamar a atenção dela.
Naquele momento de desespero, peguei uma rosa e corri até ela,
olhei nos seus olhos,
que eram vermelhos de paixão e tremi de medo,
não conseguia falar, mas entreguei a rosa em sua mão.
Ela olhou para mim e sorriu, fiquei arrepiado e com medo.
Fiquei com medo dela.
Ela continuou andando, com seus passos
lindos e a minha rosa na mão, ela é linda, seu sorriso é lindo, seu olhar é lindo.
Eu fiquei parado, em transe, sem ação.
Quando ela estava quase sumindo, resolvi correr atrás dela e dar a ela um presente.
Corri e peguei em seu braço.
Naquele momento, ela parou e me olhou novamente, seus olhos eram vermelhos,
os meus também estavam vermelhos e ela falou:-
Quem é você?
- Eu sou o amor e quero levar você comigo.
- Para onde?
- Para a felicidade..Vamos?
Ela olhou para mim, sorriu e quis continuar a caminhar,
mas eu segurei a sua mão e falei:-
Eu não vou deixar você seguir sozinha!
Vou segui-la.
Posso?
Ela sorriu, olhou para mim com carinho e falou:
- Vamos!
Ela vai na frente e eu vou atrás, seguindo-a,
por todo lugar que ela passar,
sigo com carinho e com amor,
ela caminhando com seus passos mágicos
e com aquele lindo
vestido vermelho
solto voando com o vento.
ZzzzzzzzzzzzzzzzzzipperRRRRR.......
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

te amo



a aventura da vida torna-se
plena quando
a seu lado estou
sonhos
fantasias
viagens
o sentimento fluio coração enternece
a alma se ilumina
te amo

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Natal é Amor


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O Amor é gratuito.
Não se compra e nem se troca.
O Amor requer profundidade.
Não sobrevive na superfície.
O Amor repousa na alma de onde transborda para o corpo e para o universo
.O Amor tece laços com linhas de infinito.
O Amor é nosso traço de união com
Deus
através dos nossos companheiros de caminhada.
Natal
.O Amor pede permissão para nos entregara
Paz
e a Felicidade
que nos foram destinadas.

*


domingo, 20 de dezembro de 2009

Festa de Natal


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Uma árvore enfeitada de amor
Um ano plantando sementes de paz e amor em tantos corações diferentes, alguns férteis e receptivos, num clima de amor onde a semente brota trazendo flores e afeto para esse mundo desumano.
Outros áridos e sem vida, duro como uma rocha dificultando a expansão da harmonia e não aceitando a semente em seus corações, desta maneira o amor se sente rejeitado e morre.
Tantas sementes plantadas no nosso caminho, que ao olharmos para trás, avistamos um mundo de árvores cheias de vida jogando sementes ao vento transformando esse mundo materialista em um jardim de esperanças, como a inocência de um mundo de crianças.
Vejo tantas árvores floridas, algumas cheias de frutos lindos e nenhuma delas é tão linda e bela quanto você com suas folhas
verdinhas e cheias de vida, exalando um aroma doce e suave e eu sou apenas um enfeite de natal que cheguei para enfeitá-la e
inspirar a poesia natalina.
Um grande festão colorido abraçando o seu corpo, agarrando em seus galhos e seguindo suas luzes coloridas até envolver o seu
corpo inteiro deixando-a feliz, linda e harmoniosa.
A sua beleza contagia todos que a olham e o ambiente à sua volta transmite paz, alegria e um clima natalino gostoso abrindo os corações das pessoas num momento mágico, no qual você planta sementinhas de amor, solidariedade, esperança e vontade de viver, que brotam enchendo os corações das pessoas de amor
.A noite de natal chega e eu fico abraçadinho a você, envolvendo-a em meus braços enfeitados valorizando mais e mais a sua beleza e sendo apreciados por olhos esperançosos de amor.As pessoas passam em nossa volta trocando presentes recheados de carinho, enquanto suas luzes piscam como a batida de um coração iluminando e dando um sabor especial à noite de confraternização.O sentimento das pessoas nesse momento de paz é inexplicável, só uma criação de Deus é capaz de unir as pessoas em nome do amor, fluindo amor, entregando amor, recebendo amor, plantando amor nos corações e tendo convicção e certeza de que é realmente amado.
A noite está acabando e as luzes apagando, todas as luzes apagadas, menos em um Pântano distante onde um sonhador e uma sonhadora dançam carinhosamente saboreando seus momentos tranquilos num cantinho de amor,
realizados e satisfeitos de terem sido a árvore e o enfeite que iluminaram, coloriram e deram um sabor especial à sua festa de natal.
A árvore e o enfeite.Com certeza estaremos em sua festa de natal.
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Zip...Zip...Zip...ZzipperR
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sábado, 19 de dezembro de 2009

Zip...Zip...Zip...ZzipperR


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Estrela! Vem me buscar
A noite no pântano é solitária e para aliviar a solidão visito as flores levando um pouco de carinho para elas, que me esperam coloridas e úmidas pela névoa fresca das águas da cachoeira, depois como é de costume, subo na grande pedra e sento observando a beleza da lua. Atencioso nos detalhes contorno com o dedo todos os desenhos dela, que me faz companhia todas as noites.Conheço cada detalhe dessa lua pantaneira e sei quando ela está curiosa e crescente, impaciente e com vontade viver quando está nova, sábia e dominadora quando está cheia de vida e triste quando está minguante.Eu estava tentando desvendar sua tristeza minguante quando uma grande estrela cruzou o meu olhar e sem intenção fui levado com ela para longe. Não deixei de pensar na grande estrela um momento, pois sua luz ficou brilhando no meu olhar.Noite após noite a estrela cruzava o meu caminho levando o meu olhar com ela, mas era uma passagem rápida e eu queria ficar um pouquinho mais com ela, então quando ela riscava o céu, eu corria atrás dela tentando alcançá-la, mas não conseguia e toda noite ela riscava o céu do meu pântano e fugia de mim.Hoje eu trouxe o meu cavalo Zorro comigo, ele me ajudará a aproximar-me da grande estrela brilhante que dominou o meu coração. Eu preciso correr com ela e ter a sua luz iluminando o meu caminho e a espero preparado. Os grandes olhos do Zorro estão atentos esperando ela surgir na escuridão e corrermos segundos de carinho na companhia dela.
Ela está atrasada e nos deixa impacientes com os corações acelerados, de repente ela surge riscando a escuridão com sua luz e Zorro sai em disparada tentando alcançá-la, numa velocidade inacreditável correndo no meio das matas, pulando obstáculos e atravessando riachos. A concentração na grande estrela foi tanta, que Zorro nem percebeu que ao passar entre umas árvores eu me enrosquei nos galhos e cai rolando no meio da mata, enquanto Zorro continuou a perseguição até perder a estrela de vista e depois voltou ao meu encontro na mata. Nós voltamos caminhando felizes pela aventura e eu falei para o Zorro:
- Hoje ela escapou, mas amanhã vamos tentar novamente.
O dia passou e a noite chegou diferente trazendo uma neblina baixa e forte, mesmo assim fomos ao encontro dela, sem saber se conseguiríamos avistá-la, para garantir êxito na perseguição me amarrei ao cavalo, desta maneira não tinha como eu cair.
Ficamos um tempão esperando e vendo a neblina dispersar preparados para ela. Eu quero sentir seu brilho pertinho de mim e ela surge no meio da neblina voando tão baixo que sua luz parecia riscar as árvores.
Tão logo ela surgiu e Zorro disparou me levando ao seu encontro. Ela parecia saber que estávamos querendo alcançá-la e deslizava nas árvores soltando faíscas de luz. Zorro rasgava a mata tentando alcançá-la, mas nem todo o esforço do mundo conseguiria trazê-la até mim e percebendo tanto esforço e dedicação do meu cavalo de coração pedi para ele acalmar e parar. No momento em que paramos, ela parou também e ficou brilhando forte para nós.
Satisfeitos em apreciar o brilho dela, eu sentei na pedra com Zorro deitado ao meu lado, curtindo o brilho da nossa grande estrela do pântano e sabendo que todas as noites ela brilhará para nós. Eu Olhei fixamente para a estrela e falei para o Zorro:
- Eu a queria pra mim ou que ela me levasse com ela. Estrela! Vem me buscar.
Assim ficamos a noite toda olhando para ela e eu acho que ela também estava olhando para n
ós.

seguirei sozinha


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Os caminhos que percorri não sei , os que vou percorrer também não sei...
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Bela



A Fera e a Bela

Naquela cidade calma do interior, onde todos sabiam tudo o que acontecia, não tinha como não vê-la, pois ela era Bela e tinha um belo sorriso, quando ela passava todos olhavam.
Ela passava atenta e apressada, parecia que estava sendo seguida, mas não queria ser seguida, pois seu coração batia forte por uma Fera, uma Fera com o coração doce e que chorava muito.
Bela andava rápido, as vezes até corria e sumia no silêncio da noite, ela corria em seu sonho. Ela corria, corria muito, até chegar em um lugar quieto, parecendo uma caverna, quando chegava, parava na porta e respirava fundo, ela chegava a temer, mas entrava e lá encontrava a fera.
A Fera quando via a Bela chegar, ficava quietinho, só olhando e apreciando os seus olhos lindos arregalados de medo, seu sorriso atraente, sua atenção e seu carinho.
A Fera olhava a Bela charmosa, aquela menina linda e chorava. Depois pedia:
- Bela! Fica perto de mim, não me abandone. Eu posso ser uma Fera, não ser tão lindo quanto você, mas te dou meu carinho.
A Bela olha aquela linda Fera, teme, mas se aproxima, pega a sua mão, senta pertinho e fala:
- Sabe Fera! Não é mal ter um amigo fera, quando a gente sabe que ele é Fera.
- Sabe Fera! Como é bom saber, que quando eu choro, você também chora.
- Sabe Fera! Eu fico pensando, como a vida é interessante. Eu sou Bela, você é uma Fera e estamos aqui juntinhos, falando, pensando, brigando, mas estamos juntos.
- Sabe Fera! Você é uma bela Fera, com suas belezas, olhar feroz, jeito feroz, mas manso, muito mansinho. Eu sei que é...
Vem Fera! Vamos gritar bem alto. Eu com meu grito belo e você com seu grito feroz, pois a nossa amizade o tempo não vai apagar.
Vem Fera! Já que não podemos correr na vida, vamos correr no sonho, correr no escuro, correr gostoso, correr em paz.
A Fera olhou a Bela, que estava com um olhar feroz, que pegou em sua mão e puxou para fora da caverna. Depois, saíram correndo no escuro, ninguém vê, mas eles estão lá, correndo juntos, pensando juntos e confortando um ao outro, mesmo um sendo a Bela, linda, charmosa, atraente e carinhosa e o outro sendo a Fera, não duvide de sua beleza, pois tem uma beleza feroz interior, que trás muito amor e carinho, para confortar a linda Bela.
Naquela pequena cidade, ninguém mais viu a Bela, mas todos sabem que ela encontrou uma Fera, se encantou com seu carinho e hoje corre no escuro com ele. Se você olhar com atenção, verá passar correndo na escuridão, a Fera e a Bela.

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beija a flor


O vôo da abelhinha

O beija a flor chegou na praça e pousou em cima da grande árvore.Dali, ele ficou observando e tentando encontrar a sua abelhinha, ele olhou para todos os lados e nada dela aparecer. Naquela busca atenta pela abelhinha, observando com atenção as flores, ele reparou em uma menina de vestido amarelinho comendo um doce, parada e olhando as flores.
Do galho o beija a flor seguia os movimentos da menina pela praça. As cores do doce que a menina comia, chamaram a atenção do beija a flor, que resolveu olhar de perto. Ele saiu num vôo rasante e pousou perto da menina.
O beija a flor ficou atento e resolveu se aproximar mais, até chegar bem próximo, quando se aproximou, viu a abelhinha pousada em um grande girassol perto da menina, ela também estava encantada com a cor do doce.
O beija a flor percebendo a presença da abelhinha, voou e pousou ao seu lado, ela nem piscava olhando para o doce. O beija a flor percebendo na abelhinha aquela vontade pelo doce, resolve agir e conseguir um pedaço para ela.
O beija a flor pousa em frente à menina e fala:
- Hei! Menina do docinho. Como é seu nome?
A menina vendo aquele lindo beija a flor, ficou encantada com suas lindas cores e resolveu dar atenção para ele.
- Meu nome é docinho.
- Hei docinho! Eu quero um pedaço do seu doce para a minha abelhinha, ela está com vontade.
- Para você eu dou, mas para ela não.
Aquela atitude da menina deixou a abelhinha furiosa. Ela começou a voar para todos os lados, sem direção, perdeu a sua calma de abelha.
O beija a flor como era esperto e malandro, não desistiu de conseguir o doce para a sua abelhinha e perguntou para a menina, se podia chegar mais perto, porém o beija a flor não contava com a intenção da menina, que queria pegá-lo.
Ao se aproximar demais, o beija a flor foi surpreendido pela menina, que o agarrou, segurando suas asas e deixando-o incapaz de fugir.
A abelhinha vendo seu beija a flor capturado e preso, perdeu a noção do perigo e só pensou em libertá-lo, voou para cima da menina, que foi obrigada a se defender das picadas da abelhinha.
Aproveitando a desatenção da menina, o beija a flor pegou o doce em seu bico e voou, a abelhinha voou atrás dele e pousaram na grande árvore. Lá ficaram namorando, comendo e se lambuzando de doce, com beijos bem doces.
A menina ficou brava e foi embora.
Eles partiram em seu vôo romântico pela praça, entre as flores, as árvores e arbustos, namorando em pleno vôo.
A abelhinha e o beija a flor são danados, vivem namorando nessa praça e acham que a praça é deles, só porque têm um ninho na grande árvore.

lua e sol / sol e lua


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A princesa e o vagabundo

O sol e a lua
A água e o fogo
A floresta e o deserto
A sorte e o azar
A felicidade e a tristeza
Dois lados da vida e assim nasceu a história de uma linda princesa e um vagabundo que vivia perdido em um pântano.
Tudo aconteceu no reino de Parangolè, Comandado por um rei muito severo, que não admitia a entrada de estranhos no seu reino, expulsando-os sem piedade.
Dois lados da vida: A riqueza e a pobreza, o dia e a noite.
Levado pela curiosidade e ilusões um jovem vagabundo entrou no reino, sendo descoberto pelo soberano, que o expulsou imediatamente, protegendo seu mundo de intrusos.
Dois lados da vida: O poder e o súdito, o opressor e o oprimido.
O jovem vagabundo no momento em que estava sendo expulso do reino passou na frente da linda princesa, que tremeu ao vê-lo, como se tivesse levado uma flechada no coração e se apaixonou de imediato.
Dois lados da vida: O predador e a presa, o bem e o mal.
O vagabundo expulso do reino voltou para o seu mundo, um paraíso da natureza com uma grande variedade de flores, cachoeiras, árvores, pássaros e insetos recheados com a liberdade.
Dois lados da vida: A prisão e a liberdade, um reino e a natureza.
A princesa pensava o tempo todo naquele vagabundo querendo encontrá-lo novamente e ele livre em seu pântano, porém preso em seu coração, pensando e sofrendo por um amor impossível com a linda princesa, que poderia levá-lo à morte.
Dois lados da vida: O amor e a solidão, o desejo e a distância.
Ele queria apenas uma olhadinha, vê-la em segredo, pois ninguém sabia do seu amor por ela. Olhá-la rapidinho e sair do reino trazendo apenas mais uma imagem dela na memória e no coração.
O vagabundo entrou no reino e entre tantos foi logo avistado pela princesa. Ela sentiu o coração disparar e bater tão forte, que perdeu a voz, os sentidos e a noção do certo e o errado. Naquele momento uma luz iluminou a escuridão da sua alma e o amargo da sua saliva agora era doce trazendo um desespero momentâneo num momento de amor.
A princesa se aproximou do vagabundo e falou:
- Você está louco! Voltar aqui. Se meu pai te pegar não sei o que ele vai fazer com você.
Eu vim apenas dar uma última olhada em você para guardar nas minhas recordações e tê-la como a princesa do meu pântano, nas flores, nas águas e na brisa fresca do vento soprando em meu rosto.
- Vem! Vamos sair pelos fundos do reino.
Dois lados da vida: O tudo e o nada, ele e ela.
Eles saíram pelos fundos de um reino onde tudo era dela e entraram no pântano onde nada era dele. Fugiram de um mundo onde ela não podia tocar em nada e entraram num mundo onde ele podia usar e apreciar tudo o que existia, mesmo nada sendo dele.
Dois lados da vida: O homem e a natureza, o finito e o infinito.
Uma confusão de valores tomou conta dos pensamentos da princesa, que não sabia mais qual era o verdadeiro reino ou qual era o lado pobre da vida.
Eles caminharam em uma trilha de pedras brilhantes, reluzindo os raios solares e brilhando como estrelas em pleno dia. A trilha era enfeitada por flores silvestres de cores variadas, algumas tão pequeninas e de enorme beleza.
A princesa saiu de um mundo privado e sem vida para a liberdade, como se estivesse saboreando um bolo maravilhoso de belezas, num mundo encantado pela natureza mágica, que com suas mãos hábeis produz uma infinidade de cores.
A princesa, o vagabundo e a flor. No meio de tanta beleza os pássaros voavam fazendo festa numa harmonia natural, as borboletas pousadas fechavam e abriam suas asas orgulhosas de sua beleza e quando voavam levavam a princesa junto no sonho e ela sentia inveja das borboletas querendo voar também.
Num toque do vagabundo a princesa se arrepiou, um toque inocente lhe oferecendo uma flor amarela para enfeitar seus cabelos e ele falou para ela;
- Você precisa voltar para o seu mundo, pois vivemos em mundos paralelos e você nasceu para um príncipe e não para um vagabundo como eu.
- Você é o meu príncipe!
- Eu prometo estar sempre nos seus sonhos. Agora vamos voltar, pois seu pai é um rei cruel e não entenderia o nosso amor.
- Eu posso voltar no pântano?
- Volte sempre que quiser, esse reino foi feito para todos, inclusive você, que agora é a princesa das flores, dos pássaros, das borboletas, das águas e do meu coração.
Dois lados da vida: O reino e o pântano, a vida e o destino.
A princesa voltou para o reino e um dia se tornou a rainha, enquanto o vagabundo continuou no pântano curtindo a natureza e sonhando com a princesa livre e feliz, como se ela estivesse sempre ao seu lado, nas flores, nas pedras, nas águas, na brisa do vento refrescando e acariciando o seu rosto e correndo com ele no meio das flores.
Dois lados da vida: O reino e o pântano, a princesa e o vagabundo.
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helena

jamais subestime um ser que sangra durante uns dias todo mês e não morre....