
***
A princesa e o vagabundo
O sol e a lua
A água e o fogo
A floresta e o deserto
A sorte e o azar
A felicidade e a tristeza
Dois lados da vida e assim nasceu a história de uma linda princesa e um vagabundo que vivia perdido em um pântano.
Tudo aconteceu no reino de Parangolè, Comandado por um rei muito severo, que não admitia a entrada de estranhos no seu reino, expulsando-os sem piedade.
Dois lados da vida: A riqueza e a pobreza, o dia e a noite.
Levado pela curiosidade e ilusões um jovem vagabundo entrou no reino, sendo descoberto pelo soberano, que o expulsou imediatamente, protegendo seu mundo de intrusos.
Dois lados da vida: O poder e o súdito, o opressor e o oprimido.
O jovem vagabundo no momento em que estava sendo expulso do reino passou na frente da linda princesa, que tremeu ao vê-lo, como se tivesse levado uma flechada no coração e se apaixonou de imediato.
Dois lados da vida: O predador e a presa, o bem e o mal.
O vagabundo expulso do reino voltou para o seu mundo, um paraíso da natureza com uma grande variedade de flores, cachoeiras, árvores, pássaros e insetos recheados com a liberdade.
Dois lados da vida: A prisão e a liberdade, um reino e a natureza.
A princesa pensava o tempo todo naquele vagabundo querendo encontrá-lo novamente e ele livre em seu pântano, porém preso em seu coração, pensando e sofrendo por um amor impossível com a linda princesa, que poderia levá-lo à morte.
Dois lados da vida: O amor e a solidão, o desejo e a distância.
Ele queria apenas uma olhadinha, vê-la em segredo, pois ninguém sabia do seu amor por ela. Olhá-la rapidinho e sair do reino trazendo apenas mais uma imagem dela na memória e no coração.
O vagabundo entrou no reino e entre tantos foi logo avistado pela princesa. Ela sentiu o coração disparar e bater tão forte, que perdeu a voz, os sentidos e a noção do certo e o errado. Naquele momento uma luz iluminou a escuridão da sua alma e o amargo da sua saliva agora era doce trazendo um desespero momentâneo num momento de amor.
A princesa se aproximou do vagabundo e falou:
- Você está louco! Voltar aqui. Se meu pai te pegar não sei o que ele vai fazer com você.
Eu vim apenas dar uma última olhada em você para guardar nas minhas recordações e tê-la como a princesa do meu pântano, nas flores, nas águas e na brisa fresca do vento soprando em meu rosto.
- Vem! Vamos sair pelos fundos do reino.
Dois lados da vida: O tudo e o nada, ele e ela.
Eles saíram pelos fundos de um reino onde tudo era dela e entraram no pântano onde nada era dele. Fugiram de um mundo onde ela não podia tocar em nada e entraram num mundo onde ele podia usar e apreciar tudo o que existia, mesmo nada sendo dele.
Dois lados da vida: O homem e a natureza, o finito e o infinito.
Uma confusão de valores tomou conta dos pensamentos da princesa, que não sabia mais qual era o verdadeiro reino ou qual era o lado pobre da vida.
Eles caminharam em uma trilha de pedras brilhantes, reluzindo os raios solares e brilhando como estrelas em pleno dia. A trilha era enfeitada por flores silvestres de cores variadas, algumas tão pequeninas e de enorme beleza.
A princesa saiu de um mundo privado e sem vida para a liberdade, como se estivesse saboreando um bolo maravilhoso de belezas, num mundo encantado pela natureza mágica, que com suas mãos hábeis produz uma infinidade de cores.
A princesa, o vagabundo e a flor. No meio de tanta beleza os pássaros voavam fazendo festa numa harmonia natural, as borboletas pousadas fechavam e abriam suas asas orgulhosas de sua beleza e quando voavam levavam a princesa junto no sonho e ela sentia inveja das borboletas querendo voar também.
Num toque do vagabundo a princesa se arrepiou, um toque inocente lhe oferecendo uma flor amarela para enfeitar seus cabelos e ele falou para ela;
- Você precisa voltar para o seu mundo, pois vivemos em mundos paralelos e você nasceu para um príncipe e não para um vagabundo como eu.
- Você é o meu príncipe!
- Eu prometo estar sempre nos seus sonhos. Agora vamos voltar, pois seu pai é um rei cruel e não entenderia o nosso amor.
- Eu posso voltar no pântano?
- Volte sempre que quiser, esse reino foi feito para todos, inclusive você, que agora é a princesa das flores, dos pássaros, das borboletas, das águas e do meu coração.
Dois lados da vida: O reino e o pântano, a vida e o destino.
A princesa voltou para o reino e um dia se tornou a rainha, enquanto o vagabundo continuou no pântano curtindo a natureza e sonhando com a princesa livre e feliz, como se ela estivesse sempre ao seu lado, nas flores, nas pedras, nas águas, na brisa do vento refrescando e acariciando o seu rosto e correndo com ele no meio das flores.
Dois lados da vida: O reino e o pântano, a princesa e o vagabundo.
O sol e a lua
A água e o fogo
A floresta e o deserto
A sorte e o azar
A felicidade e a tristeza
Dois lados da vida e assim nasceu a história de uma linda princesa e um vagabundo que vivia perdido em um pântano.
Tudo aconteceu no reino de Parangolè, Comandado por um rei muito severo, que não admitia a entrada de estranhos no seu reino, expulsando-os sem piedade.
Dois lados da vida: A riqueza e a pobreza, o dia e a noite.
Levado pela curiosidade e ilusões um jovem vagabundo entrou no reino, sendo descoberto pelo soberano, que o expulsou imediatamente, protegendo seu mundo de intrusos.
Dois lados da vida: O poder e o súdito, o opressor e o oprimido.
O jovem vagabundo no momento em que estava sendo expulso do reino passou na frente da linda princesa, que tremeu ao vê-lo, como se tivesse levado uma flechada no coração e se apaixonou de imediato.
Dois lados da vida: O predador e a presa, o bem e o mal.
O vagabundo expulso do reino voltou para o seu mundo, um paraíso da natureza com uma grande variedade de flores, cachoeiras, árvores, pássaros e insetos recheados com a liberdade.
Dois lados da vida: A prisão e a liberdade, um reino e a natureza.
A princesa pensava o tempo todo naquele vagabundo querendo encontrá-lo novamente e ele livre em seu pântano, porém preso em seu coração, pensando e sofrendo por um amor impossível com a linda princesa, que poderia levá-lo à morte.
Dois lados da vida: O amor e a solidão, o desejo e a distância.
Ele queria apenas uma olhadinha, vê-la em segredo, pois ninguém sabia do seu amor por ela. Olhá-la rapidinho e sair do reino trazendo apenas mais uma imagem dela na memória e no coração.
O vagabundo entrou no reino e entre tantos foi logo avistado pela princesa. Ela sentiu o coração disparar e bater tão forte, que perdeu a voz, os sentidos e a noção do certo e o errado. Naquele momento uma luz iluminou a escuridão da sua alma e o amargo da sua saliva agora era doce trazendo um desespero momentâneo num momento de amor.
A princesa se aproximou do vagabundo e falou:
- Você está louco! Voltar aqui. Se meu pai te pegar não sei o que ele vai fazer com você.
Eu vim apenas dar uma última olhada em você para guardar nas minhas recordações e tê-la como a princesa do meu pântano, nas flores, nas águas e na brisa fresca do vento soprando em meu rosto.
- Vem! Vamos sair pelos fundos do reino.
Dois lados da vida: O tudo e o nada, ele e ela.
Eles saíram pelos fundos de um reino onde tudo era dela e entraram no pântano onde nada era dele. Fugiram de um mundo onde ela não podia tocar em nada e entraram num mundo onde ele podia usar e apreciar tudo o que existia, mesmo nada sendo dele.
Dois lados da vida: O homem e a natureza, o finito e o infinito.
Uma confusão de valores tomou conta dos pensamentos da princesa, que não sabia mais qual era o verdadeiro reino ou qual era o lado pobre da vida.
Eles caminharam em uma trilha de pedras brilhantes, reluzindo os raios solares e brilhando como estrelas em pleno dia. A trilha era enfeitada por flores silvestres de cores variadas, algumas tão pequeninas e de enorme beleza.
A princesa saiu de um mundo privado e sem vida para a liberdade, como se estivesse saboreando um bolo maravilhoso de belezas, num mundo encantado pela natureza mágica, que com suas mãos hábeis produz uma infinidade de cores.
A princesa, o vagabundo e a flor. No meio de tanta beleza os pássaros voavam fazendo festa numa harmonia natural, as borboletas pousadas fechavam e abriam suas asas orgulhosas de sua beleza e quando voavam levavam a princesa junto no sonho e ela sentia inveja das borboletas querendo voar também.
Num toque do vagabundo a princesa se arrepiou, um toque inocente lhe oferecendo uma flor amarela para enfeitar seus cabelos e ele falou para ela;
- Você precisa voltar para o seu mundo, pois vivemos em mundos paralelos e você nasceu para um príncipe e não para um vagabundo como eu.
- Você é o meu príncipe!
- Eu prometo estar sempre nos seus sonhos. Agora vamos voltar, pois seu pai é um rei cruel e não entenderia o nosso amor.
- Eu posso voltar no pântano?
- Volte sempre que quiser, esse reino foi feito para todos, inclusive você, que agora é a princesa das flores, dos pássaros, das borboletas, das águas e do meu coração.
Dois lados da vida: O reino e o pântano, a vida e o destino.
A princesa voltou para o reino e um dia se tornou a rainha, enquanto o vagabundo continuou no pântano curtindo a natureza e sonhando com a princesa livre e feliz, como se ela estivesse sempre ao seu lado, nas flores, nas pedras, nas águas, na brisa do vento refrescando e acariciando o seu rosto e correndo com ele no meio das flores.
Dois lados da vida: O reino e o pântano, a princesa e o vagabundo.
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