quarta-feira, 18 de abril de 2012

palavras



Dizem que cada palavra nossa percorre o Universo e retorna a nós, das mais variadas maneiras, consoante o sentimento associado
De que me servem as palavras, se elas criam um Universo inteiro entre nós?
Se a cada uma que se profere, se interligam a outra já dita... E se cria uma roda de palavras, gigante, arrebatadora, que nos impulsiona, um para cada lado...
Olha-me... Olha-me nos olhos, como costumas fazer... e sente-me!
O que sinto É mais que palavras... ecoa, vibra, bilha e fortalece...
O que sinto existe
As palavras, essas, duram o tempo que nós quisermos... e têm o valor que lhe damos!

segunda-feira, 5 de março de 2012

até a outra margem (presente de zip_


O talento do artista às vezes ultrapassa as barreiras da imaginação, tanto que os espectadores não conseguem entender se na realidade ele está fora ou dentro da história contada.

Um casal de artistas manuseando bonecos se encontrou ocasionalmente em uma grande praça, digamos que o encontro não foi tão ocasional quanto parece, já que se conheciam no imaginário acidental e nesse encontro amedrontado estavam temerosos com o pensamento das pessoas que os observavam. O encontro de dois personagens reais que sentam para almoçar e sem perceber que poderia acontecer uma história de amor dentro de outra, penduraram seus bonecos juntinhos no encosto de uma cadeira, tão pertinho como eles, olho no olho e onde se imagina não haver coração as garras e as cores do amor penetraram pelos olhos sedutores da arte.

Um almoço delicioso com uma maravilhosa macarronada e muito vinho, uma refeição tão saborosa que os limites da bebida foram ultrapassados, incrível como nem o calor da bebida sedutora conseguiu juntá-los, então se levantaram e caminharam manuseando seus bonecos. À medida que caminhavam desequilibrados os bonecos também pareciam embriagados.

Esse caminhar sinuoso levava os bonecos a se encontrarem e se tocarem a todo o momento, cada toque parecia dar choque deixando-os mais apaixonados.

Ele a abraça pertinho do ouvido e fala:

- Estou sem condições de dirigir! Vou sentar na praia e tomar coco verde para melhorar. Vamos?

- Tem certeza de que você não vai se afogar na água de coco e riu.

- Prometo pra você que antes de ir embora, ainda vou mergulhar nesse mar gostoso.

Ela respondeu sorrindo e feliz:

- Só se for amanhã!

- Você é linda, mas quando está feliz é muito mais sabia! Agora vamos tomar água de coco!

Caminharam com os bonecos pela praia deixando rastros, as pegadas deles na areia terminavam em um quiosque cheio de coqueiros, onde sentaram à sombra apreciando aquele mar infinito sentindo uma brisa forte que desarrumava seus cabelos. Colocaram os bonecos sentados sobre a mesa de frente para o mar e pediram coco verde gelado.

Ela apenas o observava, então ele falou:

- Olha para esses bonecos juntinhos. O que será que eles estão pensando?

- Devem estar pensando assim: Esse mar delicioso e nós não podemos aproveitar, pois mesmo com tanto amor ainda continuamos vivendo presos e imóveis nesses corpos de bonecos.

- Então vamos levá-los para o mar.

- Vamos!

Levantaram e caminharam pela água com os bonecos nas costas, apenas curtindo as ondas abraçando seus pés. Algum tempo de caminhada e eles chegaram a um riacho que saía do mangue desaguando no mar, então ele perguntou para ela:

- Vamos atravessar? Não é fundo!

- Eu só atravesso se você me levar nas costas. Não quero molhar minha saia!

- Eu posso tentar, mas não garanto que conseguirei levá-la até a outra margem.

- Assim não! Tem que prometer me levar até o outro lado?

- Primeiro vou atravessar sozinho para sentir a força da correnteza e ter certeza que o fundo não é muito fofo, senão vou ficar atolado no meio da correnteza com você nas costas, se isso acontecer danou. Segura a minha camisa que eu vou atravessar!

- Então atravessa logo!

A água estava gelada e logo molhou sua bermuda, mesmo assim ele atravessou tranquilo, depois voltou até ela e falou:

- Vamos fazer um teste antes. Sobe nas minhas costas!

Ela subiu, porém ficou desconfortável, pois o sufocava agarrada em seu pescoço.

- Vamos mudar de posição. Melhor você subir de frente!

Ela abraçou no pescoço dele cruzando as pernas em seu corpo, enquanto ele a segurava no colo abraçando suas pernas macias e sem hesitar penetraram na correnteza forte do riacho.

Em meio àquela correnteza forte ele fala para ela:

- Essa posição e você com essa saia me atenta!

- Eu já percebi!

Ela apertava mais as pernas para provocá-lo e nesses descuidos os bonecos escaparam da mão dela sendo levados pela correnteza do riacho. Eles apenas olharam sem fazer nada, não tinha como pegá-los novamente e eles foram embora como se estivessem se libertado dos cordões e a única coisa que conseguiam ver eram os bonecos rolando rumo ao mar, finalmente conseguiram alcançar as ondas tão desejadas. No momento em que as ondas subiam eles viam as mãos dos bonecos como se estivessem se despedindo num adeus de felicidade e liberdade.

Ele continuava a travessia enquanto ela o beijava e mordia sua orelha, até que eles conseguiram alcançar a outra margem, então ela falou:

- Não é que você conseguiu!

- Mas não foi fácil, foi um sofrimento aguentar tanta tentação. Agora vamos! Você ainda consegue avistar os bonecos?

- Não! Eles desapareceram no mar.

- Melhor esquecê-los, que eles se foram. Nessa parte da praia a areia é mais grossa e mais gostosa para caminhar, parece massagear os pés e a praia desse lado está deserta, acho que a natureza nos deu ela de presente. Vamos caminhar até aquelas rochas.

Foi uma longa caminhada até que avistaram grandes siris azulados, num contraste entre o azul e o vermelho. Ele tentou pegar um, mas não conseguiu, então falou para ela:

- Estou com uma vontade louca de urinar!

- Eu também!

- Vou urinar, mas não fica olhando!

Não adiantou falar, ele urinava e ela olhava curiosa, muito curiosa, até que ele terminou.

- Agora é você!

- Com você olhando eu não consigo!

- Faz o seguinte: Tira a calcinha que eu a seguro pra você, depois a gente agacha e faz de conta que está escrevendo na areia.

- Tá bom!

Ela tirou a calcinha e deu na mão dele, em seguida agacharam e começaram a escrever na areia.

Ele a olhou se aliviando e escreveu:

- Ela está carequinha. Não vejo pelinho nela.

Ela escreveu:

- É para refrescar! Ela sente muito calor!

- O vento da praia ajuda a refrescar. Coloque sua calcinha e vamos!

Ele se levantou e imediatamente apagou aquele fogo ardente da paixão chamando-a para caminhar de volta, já que a noite ameaçava chegar e tinham que atravessar o riacho.

No caminho ele comparava aquela imensidão de conchinhas coloridas espalhadas pela areia com a infinidade de estrelas que iluminam o céu afirmando que tal brilho seja o mesmo, apenas iluminando lugares diferentes e a prova desse brilho está no encanto dos olhos.

Corriam naquela praia deserta como se estivessem correndo em um sonho e o mar fazia questão de participar molhando seus pés e fazendo um tapete de areia fofa para que suas pegadas ficassem marcadas para sempre na história daquela parte da praia quase abandonada.

Finalmente chegaram ao riacho e ela perguntou:

- E agora?

- Sobe nas minhas costas e segura firme, tenta se apoiar mais nos ombros.

Ela subiu com as pernas cruzadas envolvendo o corpo dele, que as segurou com força, porém não deu certo, pois ela o sufocava agarrada em seu pescoço.

- A água do riacho está mais alta, assim só tem uma maneira de eu te carregar e não molhar a sua saia, seria levar você no ombro, então ela falou:

- Você me trouxe para este lado. Agora vai ter que levar de volta! Fazendo cara de emburrada.

Ele a colocou no ombro segurando em suas pernas e penetraram na correnteza. No meio da correnteza ela falou rindo:

- Você está passando a mão na minha bunda!

- Não! Eu tenho que te segurar pelas coxas. Não tem outro jeito!

- Não quero nem saber! Vou passar a mão na sua bunda também. Enfiou a mão por dentro da bermuda dele dando gargalhada.

Para doidinha! Nós vamos cair! E continuou a travessia.

As águas correntes batendo nas pernas dele faziam um barulho transformador da alma e aquela calma tranquilizante e hipnotizante parecia fazê-los voar nos sentidos, entregues ao prazer da emoção interna e uma sensação de amor gostoso e inocente. Ela o apertava em seus seios naquele anseio de felicidade e prazer, estava tão bom que ela nem viu o tempo passar e chegarem à outra margem do riacho.

Quando pisaram em areia firme a noite já havia chegado e já estavam com fome novamente, então compraram pasteis de palmito quentinho em um quiosque iluminado e depois sumiram caminhando pela praia escura. Os bonecos ficaram pelo caminho deixando apenas suas pegadas cravadas na areia e na memória dos artistas. Foi um momento em que a arte criou vida e se libertou dos artistas.

Às vezes ela apaga as luzes do quarto e no escuro tenta encontrá-lo novamente, enquanto ele acende as luzes do quarto e escreve para ela satisfeito por ter tido um pouquinho do carinho e do amor dela, mesmo que tenha sido apenas por um dia.


domingo, 18 de dezembro de 2011

Sonhar




Descobri que os sonhos são somente para fazer-se realidade.
Assim já não durmo para descansar…
Agora simplesmente durmo para sonhar.

domingo, 11 de dezembro de 2011

yeah yeah

Alguém Como Você

Eu ouvi que você se estabeleceu

Que você encontrou uma garota e você está casado agora

Eu ouvi que seus sonhos se tornaram realidade

Acho que ela lhe deu coisas que não dei a você

Velho amigo

Por que você está tão tímido?

Não é como se você tivese que se conter

Ou se esconder da luz

Eu odeio aparecer de repente sem ser convidada

Mas eu não pude ficar longe, não consegui evitar

Eu tinha esperança de que você veria meu rosto e que você se lembraria

De que pra mim, não acabou

Não se preocupe, eu vou encontrar alguém como você

Não desejo nada além do melhor para você, também

Não se esqueça de mim, eu imploro, me lembro que você dizia:

Às vezes o amor dura

Mas, às vezes, fere em vez disso

Às vezes o amor dura,

Mas, às vezes, fere em vez disso, iei

Você saberia como o tempo voa

Somente ontem foi o tempo das nossas vidas

Nós nascemos e fomos criados numa neblina de verão

Unidos pela surpresa dos nossos dias de glória

Eu odeio aparecer de repente sem ser convidada

Mas eu não pude ficar longe, não consegui evitar

Eu tinha esperança de que você veria meu rosto e que você se lembraria

De que pra mim não acabou

Não se preocupe, eu vou encontrar alguém como você

Não desejo nada além do melhor para você, também

Não se esqueça de mim, eu imploro, me lembro que você dizia:

Às vezes o amor dura,

Mas, às vezes, fere em vez disso, yeah

Nada se compara, não se preocupe ou se importe

Lamentações e erros são produtos da memória

Quem poderia ter adivinhado o gosto agridoce que isso teria?

Não se preocupe, eu vou encontrar alguém como você

Não desejo nada além do melhor para você

Não se esqueça de mim, eu imploro, me lembro que você dizia:

Às vezes o amor dura

Mas, às vezes, fere em vez disso

Não se preocupe, eu vou encontrar alguém como você

Não desejo nada além do melhor para você, também

Não se esqueça de mim, eu imploro, me lembro que você dizia:

Às vezes o amor dura

Mas, às vezes, fere em vez disso

Às vezes o amor dura,

Mas, às vezes, fere em vez disso, yeah, yeah

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

amor

amor surgindo
de um mar de emoção
Sobe e explode

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

sozinha na praia


Escrevo na areia...

Nem aqui nem ali: em parte alguma.
Não é este ou aquele o meu lugar.
Desço à praia, mergulho as mãos no mar,
mas do mar, nos meus dedos, fica a espuma.
.







sexta-feira, 29 de abril de 2011

helena

jamais subestime um ser que sangra durante uns dias todo mês e não morre....